
'Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'. - Caio Fernando Abreu
Eu olhei para o lado, e tudo o que vi foram ruínas. Ruínas, queimadas, despedaçadas, do que um dia foi uma bela construção… Eu ainda não sabia, mas estava dentro de mim mesma. Nada daquilo era concreto, mas… eu desejaria que fosse; Doía de mais, sangrava por dentro de mim. Não era como se eu pudesse me distanciar emocionalmente e racionalizar a situação, porque a situação era eu. Essa era eu. Meu orgulho cego me consumiu, meu egoísmo justificado fez cada parede que sustentava minha saúde mental e emocional simplesmente caírem, esquecidas, tijolo por tijolo, uns sobre os outros.
O tempo não pára, nem retrocede. Só avança, e avança, e avança, como deseja avançar. Lento, rápido, ou mesmo os dois. Ele é quem decide. Não temos controle sobre ele, o que é muito frustrante. É a realidade, entretanto. Temos de aceitá-la.
Mas preferi e por vezes ainda prefiro me anestesiar! Não sentir, é tão bom quando não percebemos… Pois o vazio consciente é horrível! Mas distrair-se com seja lá o que for, desde comida e jogos até bebidas, drogas, sexo, não importa. Contanto que eu páre de sentir! Mas não… nunca fui tão longe. Ainda assim, preciso de ajuda. Como buscá-la se me sinto paralisada? A alternativa por vezes parece tão tentadora que minha coodependência é a única que me impede de não seguir, ainda que sem perceber eu a siga. Me isolar é… Bom, desse jeito é fácil. Fingir interagir com o mundo no meu isolamento anestésico é fácil…
Não sei o que fazer comigo mesma. Me sinto presa, acorrentada, por mim mesma! Não me sinto forte, nem um pouco. Só consigo me sentir confusa e sozinha. E com medo, claro.
Just feeling lost… Very lost. Maybe i’m loosing myself, and the true is that i just want to run away
| Postado em 1/02/2014 às 4:47pm com 1 notes! (/) | Rebloga this!Todo mundo é capaz de dominar a dor, exceto quem sente.
Só por hoje.
Tem sido como se eu estivesse em coma, emocional, intelectual e psicologicamente. Quero dizer, não tenho vivido há umas três semanas. Ou mais, não me lembro. Mas desde que voltei da casa do meu namorado, no natal, as coisas pioraram. Só consigo sair de casa, brincar, rir, conversar, viver, quando alguém me tira do coma. Não consigo ligar pra uma das minhas melhores amigas. A outra, mal mantenho contato. A mais próxima eu tenho afastado - estou cansada de mais para ter paciência. Meu namoro… Nós quase não temos nos visto, e fico confusa sobre como agir quando nos vemos. Confusa como se eu não estivesse aqui. Muitas das vezes, me forço a estar, mas não entendo… Não, não entendo…
| Postado em 16/01/2014 às 1:12am com 1 notes! (/) | Rebloga this!Sob a minha pele eu sinto a dor e as lágrimas por estar tão incompleta nesta claridão que me cega os olhos. Os arrepios e as carícias que faltaram, o medo e a solidão que sobraram. As angústias que me permeiam o ser.
Eles têm uma família… tão unida, tão pequena, mas tão bonita… tão cheia de vida…
Eles têm um motivo de alegria, um apoio, pessoas com quem chorar…
Eles têm um suporte nas horas ruins… Eles têm confiança, amor, sorrisos para distribuir… Eles podem falar com orgulho e um sorriso sincero no rosto: “esta é a minha família!”.
Eles têm um lar. Um lugar onde se sentir confortável, aceito, onde podem ser eles mesmos, com as pessoas que amam e que também os amam.
Eles têm alguém a quem amar, alguém a quem olhar e lembrar que também é amado mesmo com todos os defeitos, imperfeições e tudo o mais…
Eles têm incentivo, palavras de conforto, alguém que se orgulhe deles. Eles sabem que podem olhar para trás e sentir falta da infância, da adolescência ou mesmo apenas de alguns minutos de sua vida que queriam de volta.
Eles têm amor… não é preciso dizer mais nada, porque eles têm o principal. Respeito, carinho, alguém que se preocupe, algumas brigas de vez em quando – mas o tempo sempre resolve tudo.
Eles têm tudo… tudo aquilo, que eu não tenho.
Confesso que odeio meio termos. Não tem essa de quase, tanto faz, sei lá, mais ou menos […] Ou é tudo, ou é nada. Ou é sim, ou é não. Ou é bom, ou é ruim. Quero tudo por inteiro, porque metades não me completam. Mas por outro lado, meio termos sempre me descrevem quando o assunto é “Como você está?”.
A primeira geração SEMPRE será a melhor u.u
Quando eu vejo que alguém reblogou um post que eu rebloguei faz tempo:
| Postado em 12/03/2012 às 10:59pm com 5273 notes! (via/) | Rebloga this!Ele tá lendo meu tumblr.





